
Sobre Mariana
"Adoro o aprendizado de línguas pois ampliamos nosso
conhecimento de mundo e sobre si graças a elas."

Brasileira, de São Paulo/SP

Formada em Letras-Francês pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Especialista em Gestão Escolar pela Universidade de São Paulo (USP)

Experiência com a língua francesa:
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Mais de 17 anos de estudo
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Mais de 8 anos como professora de francês
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Mais de 10 anos como tradutora e revisora
Experiência com a língua portuguesa:
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Mais de 10 anos de estudo
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Mais de 5 anos como professora de português
Ensino decolonial e pós-método
Além disso,
adoro me aventurar em novas habilidades, desde costura a aulas de dança e canto!
Início de tudo
2006
Decidi estudar a língua francesa aos 14 anos, pois eu queria estudar Moda em Paris. Desde muito nova me interesso por desenhos, arte, história e idiomas. Aprender só inglês não era suficiente para mim, queria ir além. Porém, apesar dos meus pais incentivarem meus sonhos, eles não poderiam pagar uma Aliança Francesa ou escola de idiomas particular para mim.
Foi quando descobrimos que estudantes de escolas públicas da rede estadual de São Paulo poderiam frequentar o C.E.L (Centro de estudos de línguas), um incentivo gratuito do governo do estado para ensino de línguas estrangeiras aos estudantes no contraturno, como atividades extra-classe. E assim me matriculei aos 15 anos para aprender francês por 3 anos, durante o ensino médio.
Minha experiência no C.E.L foi tão enriquecedora e importante na minha vida que decidi prestar vestibular para o curso de Letras-Francês invés de buscar carreira no mundo da Moda.




Em Florianópolis pude, enfim, realizar a graduação que desejei e vivenciar pela 1º vez a experiência de morar em outra cidade/estado longe dos pais. Foram anos duros e de muito amadurecimento pessoal e profissional. Sou muito grata por todos os anos que morei lá e pelas pessoas e lugares que conheci.
Graduação Letras-Francês
(2013- 2018)
Minha história com a graduação foi cheia de altos e baixos. Eu entrei em Letras-Francês na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) em 2010, porém em 2012 houve uma grande greve de discentes e docentes que parou o ano letivo inteiro praticamente. Como não havia previsão de retorno, eu decidi pedir transferência externa entre universidades federais. Assim, em 2013 eu ingressei no curso de Letras-Francês na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

Experiência no exterior
2017



Em janeiro de 2017 tive a oportunidade de viver minha 1º experiência no exterior, consegui uma bolsa de estudos por 6 meses na França, em um Colégio Internacional para estudantes estrangeiros do mundo inteiro.
A cidade onde morei foi Cannes (sim, a do Festival internacional de filmes) e lá eu trocava meu horário livre trabalhando numa cafeteria, refeitório e biblioteca por moradia, 3 refeições diárias e estudos avançados de francês.
Foi uma experiência marcante em vários sentidos! Eu realizei um sonho antigo e pude visitar vários lugares incríveis, fazer amizades pra vida e viver experiências inesquecíveis! Porém, também conheci uma realidade totalmente diferente da minha, foi lá que reiterei quem eu sou, minha classe social, minha latinidade, brasilidade e meu gênero. Diante dos meus olhos vi a ostentação de quem é milionário e sabia que aquilo nunca pertenceu a mim...
Sobre a língua, eu fiquei frustrada, pois os professores franceses me cobravam algo que era extremamente complicado! Imitar falantes nativos e perder sotaque. Eu tinha que falar IGUAL a eles, senão meu conhecimento era desmerecido....Aquilo me desanimou muito, pois por mais avançado que meu conhecimento fosse, por mais que eu me dedicasse, nunca era o suficiente...porque eu NUNCA seria francesa.
Por que continuo sendo professora?
atualmente
Quando retornei ao Brasil, logo em seguida me formei na graduação e foi um misto de sentimentos. Estava feliz por finalizar o curso que tanto amei e triste pelas experiências parcialmente negativas com o ensino e aprendizado de línguas que tive na França.
Durante minha experiência como professora no Brasil, conheci muitas pessoas que se sentiam igualmente frustradas ou desanimadas em aprender um idioma pois elas miravam em um ideal inalcançável do qual eu também mirei por muitos anos: "fale como um nativo". No entanto, eu sabia que aquilo era falso e meus estudos em sociolinguística, metodologias de ensino e descolonização no ensino de idiomas me deram a segurança e conhecimento que eu precisava para confiar no que eu acreditava e fazer com que mais pessoas dessem conta dessa falácia.
Eu desejo fortemente que mais pessoas que queiram aprender idiomas no Brasil tornem-se críticas perante ao discurso de homegeinizaçã0 de ideologias linguísticas, onde apenas uma prevalece e outras são esquecidas. Desejo que as pessoas despertem sua própria voz independente do idioma que falem, sem precisar apagar quem elas são, seus sotaques e suas histórias.
